Fraturas da tíbia ao nível do joelho

A região mais alta da tíbia (osso da “canela”) se articula com o fêmur (osso da coxa) numa região chamada planalto ou platô tibial. O seu formato natural possibilita um movimento completo e perfeito do joelho permitindo que você realize um série de atividades diferentes livremente. No entanto, essa harmonia pode ser rompida se ocorrer uma fratura que comprometa essa área nobre.

Joelho normal
Joelho com fratura

Várias são as causas dessa fratura, tais como: acidentes de trânsito, queda de altura, acidentes em atividades esportivas ou queda simples (mais comum em idosos). A posição do joelho no momento do acidente, a força envolvida e a qualidade do osso determinam diversos tipos de fratura. A referência mundial nesse assunto é o canadense Prof. Dr. Joseph Shatzker, que agrupou essas fraturas em 6 tipos, facilitando a interpretação do diagnóstico pelo médico ortopedista e orientando o melhor tratamento.

Equipe de residentes de joelho 2012 da USP (em pé: Dr Leonardo Barros Mascarenhas, Dr Rafael Aluísio, Dr Leandro Brandi, Dr João Bourbon) com o Prof. Joseph Shatzker (sentado a esquerda) e o Prof. Maurício Kfuri (sentado a direita)

O melhor tratamento a ser instituído depende da gravidade da fratura e do grau de desalinhamento dos fragmentos. O médico deve individualizar a conduta buscando resolver a situação de acordo com a demanda do paciente e suas condições clínicas. As opções vão de uma simples imobilização ao tratamento cirúrgico com placas e parafusos.

Caso Clínico 1

Paciente de 62 anos, vítima de acidente de trânsito com fratura da tíbia ao nível do joelho e também no seu terço médio.

Tomografia: Vista frontal
Tomografia: Vista lateral

O paciente foi submetido a cirurgia de reconstrução e fixação com placa e parafusos.

Raio-x: Vista frontal
Raio-x: Vista lateral
Caso Clínico 2

Paciente de 30 anos, submetida a cirurgia com duas placas e diversos parafusos, demonstrando o movimento conseguido após dois meses de fisioterapia.